Registro das Atividades Acadêmicas

Neste espaço irei postar textos, mensagens e tudo o que for do meu interesse e que esteja relacionado com o meu crescimento pessoal e profissional.

21.4.09


"O bom educador é aquele que está constantemente avaliando e revendo as suas práticas. Num movimento de troca semelhante as ondas do mar."

11.4.09


Tudo na vida tem o seu lado bom. Até mesmo nas derrotas aprendemos a nos refazermos e a seguirmos em frente.

6.12.06

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
FACULDADE DE EDUCAÇÃO

POR
:

Maria Aparecida Barbosa Silva


"ASPECTOS POSITIVOS E NEGATIVOS DO PROFESSOR SEM FORMAÇÃO ESPECÍFICA E SUA RELAÇÃO COM O LIVRO DIDÁTICO".



Professor sem formação específica, ruim com ele, pior sem ele!


Uma sociedade como a atual, permeada por novas descobertas nos campos das ciências e das tecnologias, que avançam cada vez mais e atingem um grande número de pessoas, em localidades diversas, exige um olhar especial para a atuação dos professores sem formação específica. Hoje, talvez mais do que em qualquer outra época, a educação é universalmente reconhecida como essencial ao desenvolvimento das pessoas e da própria sociedade. No entanto apesar de ser fundamental ela ainda não tem a devida atenção que merece.

Assistimos ao longo dos tempos propostas, leis e decretos do poder público estabelecendo prazos e mudanças no setor educacional como um todo. Em 1996, foram propostas mudanças significativas para o ensino no Brasil. A nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) alterou o caráter do ensino no país. Em 1999, chegou a vez de serem publicados os PCNs, documentos nos quais o MEC procurou dar um novo sentido ao processo de construção e circulação do conhecimento. Mas, como os profissionais da educação, que não tem nenhum tipo de formação específica, e que muitas vezes não sabem do que se tratam esses documentos, podem ajudar na promoção de uma educação de qualidade, quando na verdade só conhecem o livro didático? Será então que a saída para a efetivação de tal educação é afastá-los da sala de aula? E como ficariam aqueles que sabem menos? Já dizia o dito popular: "antes pouco do que nada".

Estamos no século XXI, imersos num mundo efêmero e incerto, que desafia as pessoas a criarem e/ou renovarem as formas de construção e apropriação do conhecimento. No entanto, é importante sublinhar que parte dessa sociedade encontra-se longe desse processo de construção. Principalmente, aqueles que vivem nas regiões consideradas desfavoráveis sócio e economicamente, como o centro-oeste, o norte e o nordeste, onde o nível de baixa escolaridade é alarmante, com elevado índice de pessoas não alfabetizadas, de repetência e evasão, fatores que caracterizam o fracasso escolar, considerado por Cordié como "uma patologia recente (...) apud Bossa (2002).

Pensando no que diz Cordié sobre o fracasso escolar e o seu surgimento a partir da democratização do ensino, podemos inferir que, embora necessária e urgente na época, essa democratização da escola brasileira não foi feita com bases sólidas e bem estruturadas. Principalmente no que diz respeito à formação do professor que iria atuar na promoção da mesma. Acredito que o fosso entre o ensino que a sociedade almeja e o oferecido a mais de um século, nasceu desse momento, no qual foram abertas as portas da escola para todos e não havia profissionais preparados para atender a demanda do momento. Surgindo assim o que se apelidou de "professor leigo", o professor que assume a sala de aula sem formação específica para tal. Mais uma medida paleativa do sistema para suprir uma necessidade da época, e que ainda está presente em muitos municípios, devido a pouca ou quase nenhuma preocupação do poder público com a formação do educador.

Quero deixar claro que não pretendo criticar a atuação do professor leigo, até porque ele foi e ainda é muito importante nas comunidades em que o professor com qualificação não chega. Mas, sim do sistema educacional, que pouca coisa fez em prol desse profissional, que corajosamente enfrentou o desafio de tentar passar adiante o pouco que sabia. Apoiando-se nos livros didáticos, como companheiros inseparáveis, tanto para a programação das aulas como para efetivação das mesmas. Seguindo nesse material o ba-bá que deveria ensinar, sem se importar com a contextualização e com as experiências dos educandos, como base para uma aprendizagem verdadeiramente significativa. Suas aulas massantes e repetitivas levavam os aprendizes a transcreverem os textos do livro didático, confundindo a produção escrita com as cópias intermináveis e sem fundamento. A professora sempre com sua postura detentora do "saber" atribuia vistos e parabenizava aqueles poucos que conseguiam se destacar e, ridicularizava os demais, como se fosse os "culpados" pelo não “adestramento” na educação bancária, anunciada e criticada por Paulo Freire e seus adeptos.
Olhando para essa relação do professor com o livro didático, percebe-se que a formação contínua dos educadores é extremamente importante para o seu desempenho, porque ela "exige não só que eles dominem o saber mas também que saibam fazer a transposição desse saber (...), não basta saber, senão todos nós poderíamos lecionar. É necessário ter a competência específica para ser um tradutor do conhecimento".Perrenoud ( Revista Nova Escola, novembro de 2004, p.20 ). É exatamente essa competência que falta aos professores sem formação, porque diante da sua incapacidade de traduzir da linguagem científica e tecnológica para a linguagem da escola, é que surge o divisor de águas dentro do grupo,de um lado aqueles considerados "bons" alunos e do outro os"burros"ou"preguiçosos".

Portanto a relação do professor com o livro didático depende, da sua visão de educação e do seu papel enquanto mediador e intérprete dos saberes do livro para a vivência dos educandos, porque quanto mais qualificado for um profissional, maior será a possibilidade de promover discursos críticos e reflexivos sobre os conteúdos do livro e a forma como são abordados. Favorecendo assim a quebra de preconceitos e a reconstrução dos saberes da humanidade como algo inacabado e mudável. A sua qualificação é fundamental, porque "um profissional intelectualmente desqualificado, tem poucas possibilidades de vir a ser um profissional que questiona a realidade, que pergunta pelo sentido de sua prática, que assume uma atitude reflexiva diante da educação e da sociedade". Lelis apud Coelho (1982).

Como afirma Paulo Freire (1996), "a reflexão crítica sobre a prática se torna uma exigência da relação Teoria/Prática sem a qual a teoria pode ir virando blablablá e a prática, ativismo". Essa afirmação de Freire, mais uma vez reforça a necessidade que tem o professor de continuar com o seu processo de capacitação contínua, deixando para trás os "treinamentos" e os cursos de "reciclagem" que na verdade só servem para mascarar a atuação e o papel do educador.

Como já foi citada anteriormente a LDB ( Lei nº 9.394/96 ), Também chamada de Lei Darcy Ribeiro, preconiza em seus artigos o princípio da valorização do magistério. Segundo Gadotti (2000,p.86)," esse princípio é citado direta ou indiretamente em 43 artigos. E que no trato da formação do educador há avanços e recuos". O Art.62, estabelece que " a formação de docentes para atuar na educação básica far-de-á em nível superior, (...) admitida como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nas quatro primeiras séries do ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade normal". LDB (1996).

Serbino (1998,p.178 ),faz uma colocação a respeito do texto da LDB dizendo que: "embora a legislação contemple a formação do professor, ela não ocorre como previsto, mais uma vez questiona-se o descompasso lei/implementação". É preciso vontade política do Estado e também da sociedade em favor da valorização e do reconhecimento do profissional da educação que é "antes de mais nada um profissional do humano, do social, do político". Silva apud Gadotti ( 1981,p.16 ). Como diz Drummond de Andrade: "as leis não bastam. Os lírios não nascem das leis".

As discussões em torno da formação do educador e da sua atuação, cresce cada vez mais, não por ser um tema novo, mas por ser uma exigência da sociedade atual que reclama por uma escola com profissionais qualificados para enfrentar os desafios da contemporaneidade, e ocupa um lugar considerável nas preocupações de pesquisadores e teóricos que defendem uma nova postura do educador. Perrenoud, defende o perfil de um professor que tenha competências para atuar com o previsível e/ou o imprevisível, e que seja ao mesmo tempo:

"Pessoa confiável, mediador intelectual, mediador de uma comunidade educativa, garantia da lei, organizador de uma vida democrática, transmissor cultural e intelectual, organizador de uma pedagogia construtivista, garantia do sentido dos saberes, criador de situações de aprendizagem, administrador da heterogeneidade, regulador dos processos e percursos de formação. Perrenoud, (2002,p.14)

Então, acredito que a saída para esse dilema seja a qualificação e a atualização do educador, pois só assim ele será um profissional capacitado, com posturas e práticas renovadas para atender a diversidade do grupo com o qual trabalha e principalmente, com a utilização dos materiais e suportes que fará uso para promover atividades ricas e produtivas no processo ensino/aprendizagem. Pois, assim como a educação é um processo em constante evolução, a formação do profissional deve ser contínua, e com base no desenvolvimento das competências necessárias para enfrentar os desafios de uma sociedade em constante mudança, com capacidade para solucionar os problemas e tomar decisões. Pois como diz Perreira* “ninguém promove o desenvolvimento daquilo que não teve oportunidade de construir em si mesmo. Ninguém promove a aprendizagem de conteúdos que não domina, nem a construção de significados que não possui, ou a autonomia que não teve a oportunidade de construir”.


Referências bibliográficas:



BRASIL,
Lei Darcy Ribeiro (1996) LDB: Diretrizes e Bases da Educação Nacional: Lei 9.394, de 1996que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional: e legislação correlata _ 2ª Ed_ Brasília: Câmara dos Deputados, Coordenação de publicação, 2001.


BOSSA, Nádia A. Fracasso escolar: Um olhar psicopedagógico. Ed.Artmed, Porto Alegre, 2002.

GADOTTI, Moacir. Perspectivas atuais da educação. Ed. Artes Médicas. Sul, 2000.


PERRENOUD, Philippe, THURLER,Mônica Gather, MACEDO, Lino de, et al. As competências para ensinar no século XXI: A formação dos professores e o desafio da avaliação. Trad. Claúdia Schilling e Fátima Murad. Ed. Artmed, Porto Alegre, 2002.


NOVA ESCOLA, revista nº 177. Novembro de 2004.


FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. Saberes necessários à prática educativa. Ed. Paz e Terra, São Paulo, 1996.


*PERREIRA, Luis C. Disponível em (Portal.mec.gov.br//)


28.11.06

O ARTIGO


A construção do artigo está sendo de muito valor para a nossa vida acadêmica, pois o mesmo está nos ajudando a sistematizar os conhecimentos adquiridos ao longo do semestre e a discutir mais criticamente sobre algumas questões relacionadas a nossa área de atuação, fazendo com que cada um se coloque de maneira mais autônoma e ativa na construção do saber.

27.11.06

DESABAFO


Neste momento que teclo escrevendo as últimas atividades da disciplina sinto uma satisfação interna tão grande que nem eu mesma sei como explicar. O meu processo começou um pouco sofrido, nas primeiras aulas achei que não daria conta de acompanhar as solicitações da professora, confesso que achei um tanto exigente demais no início, senti muita pressão, porém o estímulo de algumas colegas levou-me a refletir e pensar melhor. A partir da terceira aula comecei a encarar de frente tudo o que eu não sabia, e busquei respostas nos lugares mais diversos possíveis, andei por lan houses, casas de amigos, laboratórios de informática etc, tentei e achei a saída para os meus problemas de exclusão digital. Sei que a partir de agora serei sempre uma "alfabetizanda digital", porque o processo de construção é contínuo e os avanços da tecnologia são dinâmicos e efêmeros.

INTERNET E EDUCAÇÃO

Hoje, após várias discussões e leituras feitas sobre o tema em questão estou cada vez mais certa de que com a democratização da internet será possível formar aprendizes cada vez mais autodirigidos e professores cada vez mais capazes de aproveitar ao máximo as tecnologias da computação e de serem coparticipantes do processo de construção do conhecimento e disseminação do mesmo.

RÁDIO E EDUCAÇÃO
A história do rádio é fantástica, foi muito bom discutir o nascimento do rádio, a sua popularização na sociedade e as possibilidades que a educação tem de apropriar-se desse meio de comunicação para gerar e disseminar conhecimentos dentro e fora da comunidade escolar. Com o desenvolvimento e operacionalização de estações de rádio pelos educandos e orientadores interessados pelo processo de ensino e aprendizagem participativo, onde a contribuição de cada um é fundamental e indispensável para gerar uma educação com alcance global, contemplando tanto os produtores como os ouvintes.

IMPRESSOS E EDUCAÇÃO
Foi muito interessante estudar a história dos impressos, pois a partir dai foi possível descobrir e discutir os avanços e as novas criações da humanidade em prol do desenvolvimento da imprensa. E ainda algumas curiosidades como o papel feito de trapos velhos, o desenvolvimento de tecnologias para viabilização dos mesmos, os primeiros livros impressos e a repercussão que tiveram e tem na sociedade desde os tempos passados.
Embora os impressos tenham surgido em tempos tão remotos e hoje existam outros meios tecnológicos avançados o material impresso tem seu lugar garantido e cada vez mais atinge um número maior de pessoas, independente do grupo que frequenta e da classe a qual pertence o contato com o material impresso é constante, em casa, nas ruas, nas instituições públicas ou privadas, aonde quer que cada um olhe sempre tem um convite ao mundo dos impressos.

24.11.06

É interessante como a televisão ocupa um lugar central na vida de algumas pessoas. Hoje ela está presente em quase todos os lares, intervindo na educação das novas gerações, no modo de ser, de vestir-se e até mesmo estabelecendo as regras do consumo na nossa sociedade. A TV é mais do que um aparelho só para entretenimento, ela tem o poder de manipular as pessoas, de internalizar e criar nos indivíduos necessidades, quando na verdade não existem. Contudo, acredito que assim como ela manipula e fomenta o consumismo, ela pode ajudar no desenvolvimento da criticidade dos indivíduos, e a escola juntamente com a família tem papel fundamental nesse processo, pois as discussões geradas em torno dos programas televisivos podem não só levar as pessoas a pensar sobre mas a agir de forma diferente.

30.10.06

FESTIVAL DE SOFTWARE LIVRE DA UNIME

O festival de software livre nos favoreceu muito em termos de conhecimento a respeito do tema, nos esclarecendo as diferenças entre o software livre e o proprietário, como também demonstrando as possibilidades do primeiro em relação ao segundo.
O software proprietário embora seja mais conhecido popularmente ele é restritivo, reduz as possibilidades do usuário, já que o mesmo vem com um código compilado, deixando assim o cliente impossibilitado de alterar o comportamento do software, levando-o a ser dependente dessas empresas que desenvolvem e vendem o direito de uso da licença, com restrições quanto à liberdade do usuário.
Já o software livre é o oposto, o seu usuário tem a liberdeade de usá-lo para qualquer fim, de alterá-lo para atender necessidades específicas, de distribuir livremente e de construir junto, de forma colaborativa. A escolha por um software livre traz ao cliente inifinitas possibilidades de aplicabilidade e satisfação, como a diversão, promovendo a realização pessoal de superação de limites e novas descobertas, a colaboração e a interatividade que permitem uma rede de comunicação síncrone e assíncrone com outras pessoas interessadas pelos mesmos desafios, em busca de novos horizontes.